Posts com a tag "Qualquer"
Scaremongering
Por onde anda o fim do mundo, aka aquecimento global? Cientistas para cá, debates para lá. Fico com as idéias de Thomas Edward Yorke, que deste 1997 canta: «Ice age coming, ice age coming». Com ou sem escatologia, parece-me mais razoável ir com os radioheaders do que com Al Gore & Os Democratas.
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Qualquer fevereiro 7, 2009 1
Epic fail
Custo a aceitar que o percentual da população que age com deliberada maldade seja superior a 1,97%. Então, por que há tanta gente fazendo, hum, merda? Pensava sobre isso um dia desses quando cheguei à seguinte resposta: muitos fazem o mal pensando fazer o bem. Dito de outra forma: o anseio pelo melhor poucas vezes se concretiza em ações virtuosas (no sentido de viris, próprias de homens). Vou chamar tal fenômeno de Dilema do Gate. Todos conhecem o desfecho daquele seqüestro noticiado à exaustão: a vítima acabou morta e o bandido, vivo. Por quê? Porque a polícia, o Gate, ficou em dúvida sobre como agir. Se atirasse no seqüestrador — réu primário, um jovem em «crise amorosa» — , seria acusada de brutalidade. Resolveu esperar. Deu no que deu. Pensando fazer o bem, colaborou com o mal. Vejam: essa inversão ocorre muito no mundo político. Qualquer pessoa que tenha freqüentado uma universidade já viu como muitos jovens bem intencionados (que querem amar o mundo «como se não houvesse amanhã») apóiam idéias que provocaram genocídios num passado recentíssimo.
Mas essa resposta explicava apenas parcialmente como a aspiração praticamente universal pelo Bem pode conduzir tantos à tolice. Percebi, então, que há dois elementos importantes na questão. Um deles é a aspiração que todo «sujeito homem» tem pelo Bem. Há quem pense ser cool apoiar terroristas islâmicos. E o faz porque vê nisso algo «legal», «descolado» ou «libertário», o que não deixar de envolver uma certa percepção (mesmo que estúpida) de um valor superior. O segundo elemento, que inicialmente me havia escapado, é que o Bem não se dá a conhecer facilmente — para consternação geral dos hippies e caoístas do nosso Impávido Colosso, que costumam achar que o Bem é mera questão de perspectiva.
Com isso nos aproximamos da solução do problema inicial: não basta desejar o Bem, é preciso conhecê-lo, o que exige esforços nada desprezíveis. A não ser em casos excepcionais, a maioria das pessoas precisa quebrar a cabeça para saber o que é realmente bom. Não sei o motivo disso (já que o Bem, para realmente poder ser assim chamado, deveria ser algo simples, evidente). Mas o fato é que o homem tem dificuldade de perceber aquilo que lhe é superior. Seria isso uma conseqüência da Primeira Burrada, aquela do Adão? Não sei. A vida é mistério.
Enfim, queremos o Bem, mas só fazemos cagada. Aspiramos pelo melhor. Contudo, deixamos as ações que realmente nos conduziriam a tanto para amanhã. A presença dessas variáveis permite aquilo o que eu chamo de Mecanismo Lulobama (ML): quanto maior a preguiça que um sujeito tem de pensar por conta própria, maior será sua propensão em acreditar em quem se autodenomina Salvador, principalmente se a mídia reforça que a criatura é mesmo a Mudança, a Boa Nova. Como as pessoas normais possuem certa resistência a esforços, elas tendem a considerar que o agente do ML é representante de algo bom. Tá todo mundo dizendo, né?
Some preguiça colossal, certa aspiração pelo Bem e ignorância completa sobre o que ele realmente seja. Resultado provável: epic fail.
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Qualquer outubro 27, 2008 1
Igualdade, fraternidade

Eva Green: repararam no cigarro? Nem eu
Eu, uns 16 anos, festa de família, aquelas coisas. Um primo comenta — com ar espertalhão — que uma das garotas presente era mesmo linda, mas como fumava, «ficava feia». Senti dor ao ouvir aquilo. E não foi pelo fato da frase ser muito gay. É que sinto dor sempre que ouço idiotices em geral. Creio que também faço expressão de dor nessas horas, pois as pessoas sempre percebem quando acho algo muito idiota, é incrível. Mas divago. O que quero mesmo dizer é que hoje tive um pensamento sabido: todos os homens inteligentes são diferentes; todos os imbecis são iguais. Podem verificar.
