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	<description>Stage diving since 850 BC</description>
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		<title>Discípulo de ninguém</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Nov 2010 01:05:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Paulo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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		<category><![CDATA[Desejo mimético]]></category>
		<category><![CDATA[René Girard]]></category>

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		<description><![CDATA[Somente os romancistas revelam a natureza imitativa do desejo. Essa natureza é difícil de se perceber em nossos dias pois a mais fervorosa imitação é a mais vigorosamente negada. Dom Quixote se proclamava discípulo de Amadis e os escritores de sua época se proclamavam discípulos dos Antigos. O vaidoso romântico não se quer mais discípulo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Somente os romancistas revelam a natureza imitativa do desejo. Essa natureza é difícil de se perceber em nossos dias pois a mais fervorosa imitação é a mais vigorosamente negada. Dom Quixote se proclamava discípulo de Amadis e os escritores de sua época se proclamavam discípulos dos Antigos. O vaidoso romântico não se quer mais discípulo de ninguém. Ele se convence de ser infinitamente <em>original</em>. Por toda parte, no século XIX, a espontaneidade se torna dogma, destronando a imitação. Não nos deixemos enganar, insiste Stendhal, os individualismos professados com tanto alarde escondem uma nova forma de cópia. Os enfados românticos, o ódio à sociedade, a nostalgia pelo deserto, tanto quanto o espírito gregário não encobrem, na maioria das vezes, nada mais que um interesse mórbido pelo <em>Outro</em>.</p></blockquote>
<p>René Girard, <em>Mentira Romântica e Verdade Romanesca</em>.</p>
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		<title>Educação clássica</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 01:40:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Paulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
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		<description><![CDATA[Tenho em mãos Como Ler Livros, de Mortimer Adler e Charles Van Doren, presente que recebi de minha namorada. A tradução é do Pedro Sette-Câmara e do Edward Horst Wolff. Bacana ver uma editora brasileira publicar esse tipo de livro. A Vida Intelectual, de Sertillanges, vem por aí, né? E só soube há poucos dias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho em mãos <em><a href="http://www.erealizacoes.com.br/livros/ComoLerLivros.asp" target="_blank">Como Ler Livros</a></em>, de Mortimer Adler e Charles Van Doren, presente que recebi de minha namorada. A tradução é do <a href="http://www.pedrosette.com/" target="_blank">Pedro Sette-Câmara</a> e do <a href="http://theintellectuallife.blogspot.com/" target="_blank">Edward Horst Wolff</a>. Bacana ver uma editora brasileira publicar esse tipo de livro. <em>A Vida Intelectual</em>, de Sertillanges, vem por aí, né? E só soube há poucos dias que a Companhia das Letras lançou <a href="http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=12510" target="_blank">mais um Bellow</a>. Ufa.</p>
<p>Algumas linhas do prefácio escrito por José Monir Nasser para essa nova edição de <em>How to Read a Book</em>:</p>
<blockquote><p>Mortimer Adler, na realidade, é o maior filósofo da educação do século XX, tendo lutado para preservá-la dos modismos produzidos por pedagogos revolucionários e engenheiros sociais, origem das novas pedagogias pseudolibertadoras. A seu projeto de recuperação do ensino público americano deu o nome de <em>Paideia</em>, seguindo a tradição da formação do homem grego.</p></blockquote>
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		<title>Asturias (Isaac Albéniz)</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jun 2010 01:59:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Paulo</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div class="video" style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Nx7vOb7GNBg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/Nx7vOb7GNBg&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
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		<title>OK É</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 02:45:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Paulo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Primeiro foi Voeglin. Depois Girard, Lonergan, Frankl. Chegou a vez de Mortimer Adler. Sinto que a É Realizações quer eu gaste todo meu dinheiro em livros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiro foi Voeglin. Depois Girard, Lonergan, Frankl. Chegou a vez de <a href="http://ocidente.org/wp-content/uploads/2010/06/como_ler.jpg">Mortimer Adler</a>. Sinto que a É Realizações quer eu gaste todo meu dinheiro em livros.</p>
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		<title>Coberto de razão</title>
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		<pubDate>Sat, 15 May 2010 14:44:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Paulo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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		<description><![CDATA[A caminhada na direção certa leva não só à paz, mas também ao conhecimento. Quando um homem melhora, torna-se cada vez mais capaz de perceber o mal que ainda existe dentro de si. Quando um homem piora, torna-se cada vez menos capaz de captar a própria maldade. Um homem moderadamente mau sabe que não é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>A caminhada na direção certa leva não só à paz, mas também ao conhecimento. Quando um homem melhora, torna-se cada vez mais capaz de perceber o mal que ainda existe dentro de si. Quando um homem piora, torna-se cada vez menos capaz de captar a própria maldade. Um homem moderadamente mau sabe que não é muito bom; um homem completamente mau acha que está coberto de razão. Nós sabemos disso intuitivamente. Entendemos o sono quando estamos acordados, não quando adormecidos. Percebemos os erros de aritmética quando nossa mente está funcionando direito, não no momento em que os cometemos. Compreendemos a natureza da embriaguez quando estamos sóbrios, não quando bêbados. As pessoas boas conhecem tanto o bem quanto o mal; as pessoas más não conhecem nenhum dos dois.</p>
</blockquote>
<p>C.S. Lewis. Achei <a href="http://theintellectuallife.blogspot.com/2010/04/cs-lewis-sobre-o-cristianismo.html" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		<title>Things uncomely and broken</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Apr 2010 23:52:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Paulo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[The wrong of unshapely things is a wrong too great to be told (W. B. Yeats) Descobri, no blog do Lord Ass, que Roger Scruton apresentou um programa intitulado Why Beauty Matters na BBC. Gostei bastante. No filme, ele argumenta que o século XX virou as costas à beleza, criando um culto ao disforme (Lady [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>The wrong of unshapely things is a wrong too great to be told</em><br />
(W. B. Yeats)</p>
<p>Descobri, no blog do <a href="http://soaressilva.apostos.com/">Lord Ass</a>, que <a href="http://rogerscruton.wordpress.com/">Roger Scruton</a> apresentou um programa intitulado <em>Why Beauty Matters</em> na BBC. Gostei bastante. No filme, ele argumenta que o século XX virou as costas à beleza, criando um culto ao disforme (Lady Gaga?), o que conduziu muitos indivíduos ao deserto espiritual. Está no YouTube: <a class="floatbox" title="«Why beauty metters», por Roger Scruton (1/6)" rel="floatbox" rev="width:425 height:344 scrolling:no" href="http://www.youtube.com/watch?v=65YpzZrwKI4;autoplay=1">parte 1</a>, <a class="floatbox" title="«Why beauty metters», por Roger Scruton (2/6)" rel="floatbox" rev="width:425 height:344 scrolling:no" href="http://www.youtube.com/watch?v=mx0l3qfO-ck;autoplay=1">2</a>, <a class="floatbox" title="«Why beauty metters», por Roger Scruton (3/6)" rel="floatbox" rev="width:425 height:344 scrolling:no" href="http://www.youtube.com/watch?v=Cg-_pTzZUpM;autoplay=1">3</a>, <a class="floatbox" title="«Why beauty metters», por Roger Scruton (4/6)" rel="floatbox" rev="width:425 height:344 scrolling:no" href="http://www.youtube.com/watch?v=vX6Gpr0Rlg4;autoplay=1">4</a>, <a class="floatbox" title="«Why beauty metters», por Roger Scruton (5/6)" rel="floatbox" rev="width:425 height:344 scrolling:no" href="http://www.youtube.com/watch?v=uyulImC-nZE;autoplay=1">5</a> e <a class="floatbox" title="«Why beauty metters», por Roger Scruton (6/6)" rel="floatbox" rev="width:425 height:344 scrolling:no" href="http://www.youtube.com/watch?v=aKRaIx38aSo;autoplay=1">6</a>.</p>
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		<title>Non ecziste</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 03:14:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Paulo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como vocês sabem, o Pedro Sette-Câmara traduziu A Theater of Envy: William Shakespeare. Já encomendei. Será um presente para minha namorada. (Todos aqui em casa são leitores de Girard, até o cachorro.) Detalhes sobre o lançamento neste link. Bônus: Girard explica essa tal de teoria mimética.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como vocês sabem, o <a href="http://www.pedrosette.com/" target="_blank">Pedro Sette-Câmara</a> traduziu <a href="http://www.amazon.com/Theater-Envy-William-Shakespeare-Carthage/dp/1587318601" target="_blank"><em>A Theater of Envy: William Shakespeare</em></a>. Já encomendei. Será um presente para minha namorada. (Todos aqui em casa são leitores de Girard, até o cachorro.) Detalhes sobre o lançamento <a class="fancybox" href="../wp-content/uploads/2010/03/lanc_teatro_da_inveja.jpg">neste link</a>.<strong> </strong>Bônus<strong>:</strong> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=VYiWIW3Zquw">Girard explica essa tal de teoria mimética</a>.</p>
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		<title>Cotidianos e secretos</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 22:09:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Paulo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entendo que poesia é negócio de grande responsabilidade, e não considero honesto rotular-se de poeta quem apenas verseje por dor-de-cotovelo, falta de dinheiro ou momentânea tomada de contato com as forças líricas do mundo, sem se entregar aos trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação. Até os poetas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Entendo que poesia é negócio de grande responsabilidade, e não considero honesto rotular-se de poeta quem apenas verseje por dor-de-cotovelo, falta de dinheiro ou momentânea tomada de contato com as forças líricas do mundo, sem se entregar aos trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação. Até os poetas se armam, e um poeta desarmado é, mesmo, um ser à mercê de inspirações fáceis, dócil às modas e compromissos.</p></blockquote>
<p>Pois é, Drummond.</p>
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		<title>Razões sem razão</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 18:47:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Paulo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um bocado de indisciplina e excessivas mudanças no meu cotidiano fizeram com que eu me afastasse deste site. Não pretendia nem pretendo abandoná-lo. Enfim: falta-me tempo etc. Como sei que paz não há, regresso ao poucos. Haverá, claro, inconstâncias. Olá, como têm passado?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um bocado de indisciplina e excessivas mudanças no meu cotidiano fizeram com que eu me afastasse deste site. Não pretendia nem pretendo abandoná-lo. Enfim: falta-me tempo etc. Como sei que paz não há, regresso ao poucos. Haverá, claro, inconstâncias. Olá, como têm passado?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Nota sobre Bruno Tolentino</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 13:14:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Paulo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Tolentino]]></category>
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		<description><![CDATA[Lendo o ensaio «O cego nu: um exórdio», o primeiro dos dez que abrem o livro O mundo como ideia, de Bruno Tolentino, deparei-me com uma prosa repleta de procedimentos poéticos, o que torna a leitura um tanto quanto difícil. Sintaxes inusitadas, metáforas, conceitos densos, ironias, referência sutis, riqueza lexical, abuso de palavras (e frases [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lendo o ensaio «O cego nu: um exórdio», o primeiro dos dez que abrem o livro <em>O mundo como ideia</em>, de Bruno Tolentino, deparei-me com uma prosa repleta de procedimentos poéticos, o que torna a leitura um tanto quanto difícil. Sintaxes inusitadas, metáforas, conceitos densos, ironias, referência sutis, riqueza lexical, abuso de palavras (e frases inteiras) em outros idiomas — tantos recursos demandam do leitor muita atenção. Se na poesia a fusão de diversos procedimentos é algo esperado, o mesmo não pode ser dito sobre a prosa. Creio que tal estilo seja a base do hermetismo que os ensaios manifestam em uma primeira leitura. O estranhamento talvez tenha sido ampliado pelo fato de <em>O mundo </em>ser a primeira obra de Tolentino que leio. Certos autores demandam, ou melhor, exigem que o leitor se familiarize com um universo conceitual todo novo. Esse parece ser o caso de Tolentino. Em <em>O mundo</em>, por exemplo, a palavra «luz» possui significados nada óbvios, o que torna árduo o entendimento daquilo que o poeta quis expressar. É preciso, gradualmente, palavra por palavra, se habituar àquela peculiar sensibilidade. Há ainda outro elemento que tem dificultado a decifração da obra: Tolentino dialoga intensamente com o universo da pintura, que conheço superficialmente. E como o livro é uma espécie de discussão sobre a relação forma-realidade, o obstáculo não é pequeno.</p>
<p>A mistura de poesia, crítica de arte e reflexão filosófica que <em>O mundo</em> apresenta evidencia que o autor não teve medo de ser ambicioso. Tal postura — corajosa, diga-se — tornou o livro inacessível ao leitor despreparado. Drummond, no célebre «Procura da poesia», já alertava que as palavras, quando usadas poeticamente, possuem «mil faces secretas». É o que se sente ao ler esses ensaios de Toletino. Frase após frase, percebe-se que a força bruta é inútil. Tempo e intimidade (com a arte? com a mundo supra-sensível?) são as condições — «a chave», diria Drummond — para se adentrar. E ainda há os poemas.</p>
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