Educação clássica

Tenho em mãos Como Ler Livros, de Mortimer Adler e Charles Van Doren, presente que recebi de minha namorada. A tradução é do Pedro Sette-Câmara e do Edward Horst Wolff. Bacana ver uma editora brasileira publicar esse tipo de livro. A Vida Intelectual, de Sertillanges, vem por aí, né? E só soube há poucos dias que a Companhia das Letras lançou mais um Bellow. Ufa.

Algumas linhas do prefácio escrito por José Monir Nasser para essa nova edição de How to Read a Book:

Mortimer Adler, na realidade, é o maior filósofo da educação do século XX, tendo lutado para preservá-la dos modismos produzidos por pedagogos revolucionários e engenheiros sociais, origem das novas pedagogias pseudolibertadoras. A seu projeto de recuperação do ensino público americano deu o nome de Paideia, seguindo a tradição da formação do homem grego.

Por   Filosofia, Literatura   19 de julho de 2010   1  

Asturias (Isaac Albéniz)

Por   Música   26 de junho de 2010   0  

OK É

Primeiro foi Voeglin. Depois Girard, Lonergan, Frankl. Chegou a vez de Mortimer Adler. Sinto que a É Realizações quer eu gaste todo meu dinheiro em livros.

Por   Filosofia, Literatura   23 de junho de 2010   0  

Coberto de razão

A caminhada na direção certa leva não só à paz, mas também ao conhecimento. Quando um homem melhora, torna-se cada vez mais capaz de perceber o mal que ainda existe dentro de si. Quando um homem piora, torna-se cada vez menos capaz de captar a própria maldade. Um homem moderadamente mau sabe que não é muito bom; um homem completamente mau acha que está coberto de razão. Nós sabemos disso intuitivamente. Entendemos o sono quando estamos acordados, não quando adormecidos. Percebemos os erros de aritmética quando nossa mente está funcionando direito, não no momento em que os cometemos. Compreendemos a natureza da embriaguez quando estamos sóbrios, não quando bêbados. As pessoas boas conhecem tanto o bem quanto o mal; as pessoas más não conhecem nenhum dos dois.

C.S. Lewis. Achei aqui.

Por   Aspas, Filosofia   15 de maio de 2010   0  

Things uncomely and broken

The wrong of unshapely things is a wrong too great to be told
(W. B. Yeats)

Descobri, no blog do Lord Ass, que Roger Scruton apresentou um programa intitulado Why Beauty Matters na BBC. Gostei bastante. No filme, ele argumenta que o século XX virou as costas à beleza, criando um culto ao disforme (Lady Gaga?), o que conduziu muitos indivíduos ao deserto espiritual. Está no YouTube: parte 1, 2, 3, 4, 5 e 6.

Por   Filosofia   2 de abril de 2010   0  

Non ecziste

Como vocês sabem, o Pedro Sette-Câmara traduziu A Theater of Envy: William Shakespeare. Já encomendei. Será um presente para minha namorada. (Todos aqui em casa são leitores de Girard, até o cachorro.) Detalhes sobre o lançamento neste link. Bônus: Girard explica essa tal de teoria mimética.

Por   Filosofia, Literatura   23 de março de 2010   2  

Cotidianos e secretos

Entendo que poesia é negócio de grande responsabilidade, e não considero honesto rotular-se de poeta quem apenas verseje por dor-de-cotovelo, falta de dinheiro ou momentânea tomada de contato com as forças líricas do mundo, sem se entregar aos trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação. Até os poetas se armam, e um poeta desarmado é, mesmo, um ser à mercê de inspirações fáceis, dócil às modas e compromissos.

Pois é, Drummond.

Por   Aspas, Literatura   12 de março de 2010   0  

Razões sem razão

Um bocado de indisciplina e excessivas mudanças no meu cotidiano fizeram com que eu me afastasse deste site. Não pretendia nem pretendo abandoná-lo. Enfim: falta-me tempo etc. Como sei que paz não há, regresso ao poucos. Haverá, claro, inconstâncias. Olá, como têm passado?

Por   Qualquer   7 de novembro de 2009   6  

Nota sobre Bruno Tolentino

Lendo o ensaio «O cego nu: um exórdio», o primeiro dos dez que abrem o livro O mundo como ideia, de Bruno Tolentino, deparei-me com uma prosa repleta de procedimentos poéticos, o que torna a leitura um tanto quanto difícil. Sintaxes inusitadas, metáforas, conceitos densos, ironias, referência sutis, riqueza lexical, abuso de palavras (e frases inteiras) em outros idiomas — tantos recursos demandam do leitor muita atenção. Se na poesia a fusão de diversos procedimentos é algo esperado, o mesmo não pode ser dito sobre a prosa. Creio que tal estilo seja a base do hermetismo que os ensaios manifestam em uma primeira leitura. O estranhamento talvez tenha sido ampliado pelo fato de O mundo ser a primeira obra de Tolentino que leio. Certos autores demandam, ou melhor, exigem que o leitor se familiarize com um universo conceitual todo novo. Esse parece ser o caso de Tolentino. Em O mundo, por exemplo, a palavra «luz» possui significados nada óbvios, o que torna árduo o entendimento daquilo que o poeta quis expressar. É preciso, gradualmente, palavra por palavra, se habituar àquela peculiar sensibilidade. Há ainda outro elemento que tem dificultado a decifração da obra: Tolentino dialoga intensamente com o universo da pintura, que conheço superficialmente. E como o livro é uma espécie de discussão sobre a relação forma-realidade, o obstáculo não é pequeno.

A mistura de poesia, crítica de arte e reflexão filosófica que O mundo apresenta evidencia que o autor não teve medo de ser ambicioso. Tal postura — corajosa, diga-se — tornou o livro inacessível ao leitor despreparado. Drummond, no célebre «Procura da poesia», já alertava que as palavras, quando usadas poeticamente, possuem «mil faces secretas». É o que se sente ao ler esses ensaios de Toletino. Frase após frase, percebe-se que a força bruta é inútil. Tempo e intimidade (com a arte? com a mundo supra-sensível?) são as condições — «a chave», diria Drummond — para se adentrar. E ainda há os poemas.

Por   Literatura   17 de junho de 2009   2  

Alturas


Após umas 2h30 de caminhada pico acima (pedras, árvores e até cachoeira anã), chegamos. Vento, frio e essa paisagem. O corpo ainda dói. Já penso na próxima.

Por   Fotografia, Visuais   2 de junho de 2009   0  

Agradar a professora

7) Antônio Fernando Borges, nesta estrevista ao Café Colombo, esculacha medalhões da cultura nacional. 6) Por que os intelectuais se opõem ao capitalismo? Para Robert Nozick, eles querem «que a totalidade da sociedade seja uma extensão da escola, para que seja como o entorno que lhe foi tão bom e onde ele foi tão apreciado.» 5) Alexandre Soares Silva diz algo similar sobre os maus escritores: «Em algum momento seria bom se o escritor brasileiro parasse de enrolar o professor interno.» 4) Ótima a entrevista que Alexandra Lencastre fez com João Pereira Coutinho. 3) George Orwell disse coisas interessantes sobre as motivações dos escritores. 2) Estava eu à procura daquele conto do Poe (encontrei-o no Project Gutenberg e no PoeStories.com) quando topei com uma versão em áudio lá na Librivox. 1) Sérgio Rodrigues falou sobre seu livro Elza, a garota no Espaço Aberto

Por   Links   10 de maio de 2009   0  

Sambaróque

Por   Música   8 de maio de 2009   0  

Avanço extraordinário

“Se os candidatos forem Dilma, Serra e Ciro [Gomes, do PSB], [...] será um luxo. O mesmo também se estiver [Aécio] Neves [PSDB]. [...] E isso porque não vejo nada de direita aí [nesses candidatos]. Vejo companheiros de esquerda, de centro-esquerda, progressistas. Isso é um avanço extraordinário para o Brasil.”

Em 2010, a democracia brasileira continuará sua marcha rumo à livre discussão de ideias. Prova disso é que haverá um tipo de simplificação no processo de escolha do futuro presidente: o eleitor poderá votar em um candidato de esquerda, em um candidato de esquerda ou em um candidato de esquerda. Via Folha Online.

Por   Atualidades, Política   20 de abril de 2009   2  

Saggezza antica

Por algum motivo banal, talvez mera desatenção, eu nunca havia lido nada do economista e professor Ubiratan Iorio. Mas acabei assistir à gravação de um palestra dele (partes 1, 2, 3, 4 e 5), o que me fez incluí-lo na minha lista de nomes aos quais devo prestar mais atenção. Os artigos do economista podem ser lidos neste link.

Pelo que vi até agora, Iorio realmente segue aquela frase de Hayek que está na abertura do seu site ( «…an economist who is nothing but an economist cannot be a good economist») e também escreve sobre política e sociedade. Nada contra a Economia em si, mas considero os temas ditos culturais (em sentido amplo) mais importantes. Para justificar essa preferência, recorro às aulas sobre literatura brasileira e sobre short stories que tenho na universidade. As duas disciplinas são ministradas por professores brilhantes, mas que são — fato dominante na vida acadêmica brasileira — esquerdistas (o que evidencia como inteligência e sabedoria nem sempre caminham juntas, mas essa é outra história). Eles não hesitam em estabelecer relações entre literatura e vida social, mas o fazem de um modo que é, no mínimo, enviesado. É algo surreal ouvir o professor de literatura brasileira analisar poemas recorrendo a Otto Maria Carpeaux ao mesmo tempo em que pontua seus raciocínios com conceitos socialistas. A professora de short stories também faz proselitismo ideológico sempre que pode. Seu alvo preferido parece ser a Igreja Católica. Mas não é novidade para ninguém que no Brasil de hoje a esquerda praticamente monopoliza as discussões públicas sobre diversos temas, como observa Iorio em «As várias faces do radicalismo».

Dos poucos artigos que li, destaco um sobre o  filósofo italiano Giovanni Reale, que despudoradamente copio abaixo. Não coloco o link direto para o site do autor porque lá o material está compactado. Divirtam-se:

[Leia mais →]

Por   Aspas, Atualidades, Filosofia   18 de abril de 2009   0  

In principio erat Verbum

Vejam este vídeo. A composição, Da Pacem Domine, é um dos movimentos de In Principio, novo disco do estoniano Arvo Pärt. É interessante como ela consegue — mesmo sendo contemporânea — transmitir uma atmosfera de espiritualidade. Explico: nossa época é tão metida a explicações e razões que só consigo ouvir com espanto uma música que permite vislumbrar algo elevado a partir de uma enorme economia de elementos. Assistam também a esta entrevista que a Björk fez com Pärt, na qual ela usa a figura do Grilo Falante (sim, o do Pinóquio) para expressar sua percepção sobre a técnica criada pelo compositor, o tintinabuli.

Por   Música   11 de abril de 2009   0  

Desejo de originalidade

Saul Bellow é, atualmente, um dos meus escritores preferidos, mesmo que dele eu só tenha lido um livro e meio: estou na metade de Herzog; ano retrasado li O Planeta do Sr. Sammler. Fiquei feliz ao saber (se não me engano, por meio do site da Dicta & Contradicta), há alguns meses, que a Companhia das Letras «lançará» Bellow no Brasil. Acho que o autor não é editado na Nova Lusitânia há um bom tempo. Só encontrei O Planeta do Sr. Sammler e Herzog em sebos. Por curiosidade, há umas duas semanas, liguei para a editora. Ao que tudo indica, The Adventures of Augie March chega em meados de agosto. Ano que vem  será a vez de Henderson the Rain King. E em 2011 e 2012, Herzog e Humboldt’s Gift, respectivamente. Porém, este calendário pode ser modificado, me disseram.

Após terminar O Planeta do Sr. Sammler, escrevi no meu antigo blog algumas observações sobre a leitura. Não as republicarei — para que o leitor não sinta vergonha alheia. Recupero apenas alguns excertos da obra, para que a grandiosidade de Bellow fique evidente a todos que passarem por aqui. Começo com o primeiro parágrafo do livro. Sobre Herzog falarei no futuro.

Pouco após o alvorecer, ou pelo menos o que poderia ter sido o alvorecer num céu normal, o Sr. Arthur Sammler passou a vista de olhos nos seus livros e papéis espalhados pelo quarto que ocupava na zona oeste da cidade, com um sentimento íntimo de que eram os livros errados, os papéis errados. De certa forma, não tinha realmente muita importância para um homem de seus setenta e tantos anos, dispondo de inúmeras horas de lazer. Era preciso ser um verdadeiro maníaco para querer insistir em ter razão. Ter razão era, afinal, apenas uma mera questão de explicações. O homem intelectual tornara-se uma criatura dada a explicações. Os pais para os filhos, as esposas para os maridos, oradoras para ouvintes, peritos para leigos, colegas para colegas, médicos para seus pacientes, o homem para com a sua própria alma, todos tinham explicações para dar. As raízes, ou as causas disso, a fonte dos acontecimentos, a história, a estrutura, as razões do porquê. Na sua maior parte, porém, penetravam por um ouvido para sair logo pelo outro. A alma queria mesmo o que queria: tinha o seu próprio conhecimento; sentada, infeliz, na superestrutura da sua explicação, feito um pássaro que, coitado, não sabia de que lado iria voar.

Mas o pior de tudo, considerando aqueles jovens, era que atuavam sem nenhuma dignidade. Não tinham a mínima compreensão da nobreza inerente de serem intelectuais, e por isso mesmo, juízes da ordem social. Que pena, pensou o velho Sammler. Um ser humano, dando valor à própria pessoa por razões certas, detém e restaura a ordem e a autoridade, quando as partes internas da autoridade não estão em ordem, e tem de estar! Mas qual valor atribuir ao fato de ficar para sempre estacionado numa fase em que se aprende a fazer uso da privada? Qual o significado de permanecer enredado num standard psiquiátrico? (Sammler culpava os alemães com a sua psicanálise por isso.) Pois quem foi que fez da merda um sacramento? Que movimento literário ou psicológico é esse? O Sr. Sammler, com a mente amargurada e zangada, segurava-se no cano superior do seu ônibus, rodando pela cidade, numa curta viagem.

Margotte ficou fascinada. E qualquer coisa assim fascinante era assunto para discutir, e conversar, e olhar sob todos os pontos de vista, com um pedantismo inteiramente germânico. Quem era esse negro? Quais seriam as suas origens? A que classe pertencia? Quais seriam suas atitudes raciais, sua visão psicológica, suas verdadeiras emoções, suas idéias políticas? Seria ele um revolucionário? Seria, talvez, partidário da guerrilha dos negros? A não ser que Sammler tivesse pensamentos particulares para ocupá-lo, jamais conseguiria agüentar as palestras de Margotte. Era ela uma moça muito boa, mas em questões teóricas ficava muito cansativa e quando, por ventura, se preparava para discutir um tema mais a fundo, estava-se perdido. Era por isso que cuidava de moer o seu próprio café, fervia água na sua garrafa, guardava os seus pãezinhos no seu próprio humidor e até urinava na pia do seu quarto (ficava na ponta dos pés, enquanto meditava sobre a melancolia inerente às necessidades da natureza animal, com suas contínuas exigências, conforme os dizeres de Aristóteles). Ah, manhãs inteiras podiam desaparecer enquanto Margotte especulava, em sua bondade.

Elya também estava dedicado a idéias de conduta que pareciam já completamente desacreditadas, que poucos inda tinham ousadia suficiente de defender. Não era o comportamento em si que desaparecera. O que sumira foram as antigas palavras. As formas e os signos estavam ausentes. Não a honra em si, mas a palavra “honra”. Não os impulsos virtuosos, mas os termos representativos, transformados no maior dos despropósitos. Não a compaixão; mas o que era a expressão da compaixão? E exprimir a compaixão era de uma premência mortal. Exprimir o som da esperança e do desejo, exclamações de pena e de dor. Tais coisas foram suprimidas como ilícitas. Às vezes, transpareciam em cifras ou em figuras vagas, rabiscadas em vidraças de edifícios destinados à demolição (na lojinha do alfaiate em frente ao hospital). No momento atual, somente sobrava uma terrível mudez. Sobre as coisas mais essenciais, quase nada podia ser dito. Ainda assim, podiam-se fazer sinais, deviam ser feitos, tinham de ser feitos.

— Não, não quero. Mas o que eu estava dizendo? Vejam, já estou ficando velho. Eu estava dizendo que essa libertação para a individualidade não foi um grande sucesso. Para um historiador pode ser muito interessante, mas para alguém que compreende o sofrimento, é uma coisa apavorante. Corações que não recebem nenhuma retribuição, almas que não encontram nutrição. Falsidades ilimitadas. Necessidades inviáveis dentro de complexas realidades, ilimitadas. Ressurgimento, sob formas infantis e vulgares, de antiquadas idéias religiosas, mistérios, completamente inconscientes — é surpreendente. Orfismo, mitraísmo, maniqueísmo, gnosticismo. Quando sinto a minha vista mais forte, às vezes faço uma leitura da Encyclopedia of religion and ethics de Hastings. Aparecem então muitas semelhanças fascinantes. Mas também podem-se notar os mais estranhos fingimentos, uma trabalhosa e por vezes bastante artística maneira de apresentar-se a si próprio como um individuo e um desejo esquisito de originalidade, distinção e interesse — sim, interesse! Uma dramática imitação de modelos, junto com o repúdio de modelos. A antiguidade aceitava modelos, também a Idade Média — mas não quero transformar-me num livro de história diante de vocês —, mas o homem moderno, talvez por causa da coletivização, está possuído por uma espécie de febre de originalidade. A idéia da singularidade da alma, uma brilhante idéia. Uma idéia verdadeira. Mas sob essas formas? Sob essas nobres formas? Oh, meu Deus! Com esses cabelos? Com essas roupas, drogas e cosméticos, sexo, com passeios pelo mal, monstruosidade e orgias, até mesmo aproximando-se de Deus através de obscenidades? Como a alma deve sentir-se aterrorizada com essa veemência, quão pouco do que lhe é realmente caro pode ela perceber nesses exercícios sádicos. Assim mesmo, o Marquês de Sabe a seu modo louco era um filósofo do Iluminismo. Apenas pretendia ser um blasfemador. Mas para aqueles que seguem (e que não se dão conta disso) suas práticas recomendadas, a idéia não é mais a blasfêmia, mas higiene, prazer que também é higiene, e uma vida encantadora e interessante. Uma vida interessante é o supremo conceito dos simplórios.

Por   Aspas, Literatura   27 de março de 2009   7  

Elza

… o escritor e jornalista mineiro Sérgio Rodrigues se volta para um episódio pouco lembrado e um tanto obscuro do passado em Elza, a Garota. Misturando jornalismo, ensaio e ficção, recupera a história do assassinato da adolescente Elza Fernandes, estrangulada a mando do Partido Comunista Brasileiro em 1936, meses após a malfadada tentativa do Partidão de tomar o poder no governo Getúlio Vargas — a Intentona Comunista.

Do site da Bravo. Lerei.

Por   Literatura   19 de março de 2009   0  

Outro Isaac

Um fantasma ronda os blogs: o fantasma do meme da página 161. (Até consultei minha edição de bolso de O Manifesto Comunista, pois não me recordava ao certo da frase original; lembrava, somente, que era algo cafona). Tardou, mas ei-lo aqui, no Ocidente. A culpa é do Caio e do Gustavo. Tomo em mãos os Contos Escolhidos, de Isaac Babel. Abro-o na página solicitada. Na quinta frase, há o que se segue: «Os convidados se levantaram e começaram a cheirar as suas mulheres e a uivar.»

Por   Aspas, Literatura, Qualquer   14 de março de 2009   0